Quedas em idosos

Avaliação do risco de queda

Medir o risco antes da queda acontecer. É o que transforma "ele anda meio inseguro" em um plano de tratamento.

Por que avaliar antes da queda

A avaliação do risco de queda cabe na consulta de qualquer idoso, mesmo o que nunca caiu. Duas informações valem mais que todas as outras: se a pessoa já caiu antes, e se as pernas estão fracas 1. A partir daí, alguns testes traduzem em número o que a família descreve como "ele anda meio inseguro".

Nenhum teste sozinho decide. Cada um ilumina uma parte, o equilíbrio parado, a marcha, a força de levantar, a capacidade de se inclinar sem cair. Juntos, compõem o retrato do risco e apontam onde o treino precisa começar. E, o mais importante para a família, servem de régua: repetidos ao longo do tratamento, mostram em números se a pessoa está mais segura.

A conversa vem primeiro

Antes de qualquer teste, a história. O que a pessoa estava fazendo quando caiu, se sentiu tontura ou vista escura antes, onde e a que horas foi. Perder a consciência muda tudo, porque aponta para pressão, coração ou causa neurológica, e pede investigação médica.

Entram também a lista de doenças que aumentam o risco, a lista completa de medicamentos, com atenção aos calmantes, antidepressivos e remédios de pressão, o uso de álcool e os detalhes do ambiente: luz, tapete, soleira de porta, corrimão, móveis no caminho. Só depois vêm os testes.

Os testes de equilíbrio e marcha

Estes são os instrumentos mais usados para medir a estabilidade do idoso. A ReabilitaCare escolhe entre eles conforme o caso e o que a casa oferece.

Timed Up and Go, o "levanta e anda"

O mais conhecido, e um dos mais reveladores. O idoso parte sentado numa cadeira com braços, levanta, caminha três metros até uma marca no chão, dá a volta, retorna e senta de novo. O tempo é cronometrado, do levantar ao sentar, e comparado com a média da faixa de idade. Mais do que o número, o que ensina é a observação de cada etapa: onde falta força para levantar, onde o equilíbrio vacila na virada, onde a marcha encurta. É a partir dessa leitura que se decide o que treinar primeiro 2.

Escala de Tinetti, ou POMA

A avaliação de mobilidade orientada ao desempenho, conhecida como escala de Tinetti ou POMA, é uma pontuação que separa equilíbrio e marcha em itens. Cada item recebe 0 quando o desempenho é ruim, 1 quando há leve comprometimento e 2 quando é normal. Vai desde manter-se firme quando alguém dá um leve empurrão no esterno até caminhar sem desviar do trajeto. O conjunto desenha um perfil de onde estão as falhas do equilíbrio 3.

Teste de alcance funcional

Mede quanto a pessoa consegue se inclinar para a frente sem sair do lugar nem perder o equilíbrio. Em pé, de lado para uma régua fixada na parede na altura do ombro, ela estende o braço fechado o mais longe que conseguir sem dar um passo. A distância alcançada estima a margem de segurança do equilíbrio, e alcances curtos sinalizam maior risco de cair 4.

Bateria curta de desempenho físico, a SPPB

A SPPB reúne três provas da função das pernas: o equilíbrio em pé em três posições dos pés (juntos, semi-afastados e um à frente do outro), a velocidade para caminhar quatro metros, e o tempo para levantar cinco vezes da cadeira sem usar os braços. A soma dá uma nota que resume a capacidade funcional e ajuda a prever perda de autonomia e novas quedas 5.

Escala de Berg

Uma avaliação de equilíbrio com catorze tarefas do dia a dia, de ficar em pé sem apoio a se virar, se inclinar e apanhar um objeto do chão. É fácil de aplicar no atendimento e ajuda a identificar quem tem risco de quedas repetidas 6.

Andar enquanto conversa

Um teste simples e certeiro: pedir que a pessoa caminhe enquanto fala, ou recite alfabeto. Quem precisa parar de andar para conseguir falar tem risco bem maior de cair. É a chamada dupla tarefa, que também vira treino. Veja treino de dupla tarefa.

O exame do corpo

Além dos testes de equilíbrio, a avaliação inclui pontos que revelam fatores corrigíveis:

  • Pressão deitado e em pé: medida após um e três minutos em pé, para flagrar a pressão que despenca ao levantar.
  • Visão: conferida com os óculos que a pessoa usava na hora da queda.
  • Audição e equilíbrio do labirinto, quando há tontura associada.
  • Pés e calçado: joanetes, calos e deformidades que atrapalham a base de apoio, e o tipo de sapato usado em casa.
  • Força das pernas e marcha: o achado que, sozinho, mais se relaciona ao risco de cair.

Uma avaliação feita onde a pessoa anda

A ReabilitaCare aplica esses testes no próprio domicílio, com a cadeira e o corredor que o idoso usa todo dia, na região Centro-Sul de Belo Horizonte e em Nova Lima. Ver os bairros atendidos.

Uma triagem que a família pode começar

Antes mesmo da avaliação profissional, dois gestos dizem muito em casa: pedir que a pessoa levante cinco vezes de uma cadeira firme sem usar os braços, e observar como ela atravessa a sala. Para uma estimativa rápida do risco, com oito perguntas, use a calculadora de risco de queda.

Perguntas frequentes

Como se mede o risco de queda de um idoso?

Com uma conversa sobre quedas anteriores e medicamentos, mais alguns testes de equilíbrio e marcha, como o Timed Up and Go, o teste de alcance funcional e a escala de Tinetti. Nenhum teste isolado decide sozinho; eles compõem um retrato do risco.

O que é o teste Timed Up and Go?

É um teste em que o idoso se levanta de uma cadeira com braços, caminha três metros, dá a volta, retorna e senta, enquanto o tempo é cronometrado. Observar cada etapa revela deficits de força das pernas, equilíbrio e marcha.

Preciso de aparelhos para avaliar o risco de queda em casa?

Não. Os principais testes usam uma cadeira firme, um espaço para caminhar e um cronômetro. A avaliação da ReabilitaCare é feita no próprio domicílio, com o que a casa já tem.

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