Idoso acamado | Belo Horizonte
Fisioterapia domiciliar para idoso acamado em Belo Horizonte
Atendimento no quarto de quem não sai mais da cama: mobilização, respiração, pele protegida e o caminho de volta ao sentar, com a família aprendendo junto.
Atendimento domiciliar | Rubens Alves de Lima, CREFITO 4/277587-F
Falar no WhatsAppPara quem é a fisioterapia do idoso acamado
O atendimento é para o idoso que passa a maior parte do dia deitado e já não consegue sair da cama sem ajuda, ou nem com ajuda. Às vezes isso acontece de uma vez, depois de uma internação longa, de um AVC ou de uma fratura de quadril. Às vezes vem aos poucos, e a família só percebe quando a poltrona da sala ficou vazia faz semanas.
Os quadros mais comuns são a volta para casa depois da internação, a sequela de AVC, a fratura que ainda não permite apoiar o peso, a demência em fase avançada, a fraqueza que foi se acumulando até a pessoa parar de andar e os cuidados de fim de vida. Em todos eles, a visita acontece no quarto, com a cama, a poltrona e o banheiro que a pessoa usa todos os dias.
Na parte clínica, esse conjunto de perdas tem nome: síndrome do imobilismo. Aqui o assunto é o atendimento: o que se faz em casa, como funciona e o que a família pode esperar.
Como funciona a avaliação em casa
A primeira visita é a avaliação, feita no quarto. O fisioterapeuta conversa com quem cuida, lê os papéis da alta quando existem, examina a pele, a respiração, a força e o quanto cada articulação ainda move, e vê a pessoa tentar rolar, sentar e, se der, ficar em pé. Olha também a cama, o colchão, a poltrona e o caminho até o banheiro.
Dessa visita saem três coisas, ditas à família no mesmo dia: o objetivo possível para aquele caso, o que se faz em cada sessão e a frequência das visitas. A partir daí, o plano é revisto a cada etapa vencida, e o objetivo sobe quando o corpo responde.
Como fazer fisioterapia no idoso acamado
Com o paciente acamado, a fisioterapia começa pelo que o corpo consegue fazer naquele dia, dentro da própria cama, e sobe um degrau por vez. A ordem é quase sempre a mesma, e só a velocidade muda de um paciente para outro.
Mobilização no leito
Os braços e as pernas são movidos pelo fisioterapeuta quando o idoso não consegue, e com a ajuda dele quando já consegue um pouco. Isso mantém a articulação solta, evita que o joelho e o cotovelo travem dobrados e devolve à pessoa o trabalho que o músculo parou de fazer.
Respiração e tosse
Quem fica deitado respira pouco e tosse mal, e a secreção se acumula no fundo do pulmão. Os exercícios de expansão e as técnicas para soltar e tirar a secreção entram em quase toda sessão, e ganham prioridade quando houve pneumonia ou quando a tosse ficou fraca. O detalhe está em fisioterapia respiratória no idoso.
Posição e mudança de decúbito
A posição em que o corpo fica deitado decide onde a pele vai sofrer. O calcanhar, a base da coluna, a lateral do quadril e a parte de trás da cabeça são os pontos que mais machucam. Na sessão, a família aprende como virar, com que travesseiro apoiar e o que nunca deixar encostado no colchão.
Sentar na beira da cama
Depois de dias deitado, sentar com os pés no chão já é exercício, e é o primeiro grande degrau. A pressão pode cair quando a pessoa sai da horizontal, e por isso a subida é aos poucos, com a tontura ao levantar sempre vigiada.
Da cama para a poltrona
Passar da cama para a poltrona sem cair e sem que ninguém machuque as costas é o que muda a rotina da casa. Uma tarde sentado fora da cama já protege pulmão, pele e cabeça. Essa também é a transferência que o cuidador mais precisa dominar.
Ficar em pé e, quando der, andar
Quando a força e a pressão permitem, vem o ficar em pé com apoio, depois os primeiros passos e o andador ou a bengala certos para aquela fase. Nem todo acamado chega aqui, e ninguém sério promete que chegue. Quem chega, chega porque os degraus anteriores foram feitos.
Os exercícios que cabem dentro da cama, com a descrição de cada um, estão em exercícios para idosos acamados.
Frequência da fisioterapia domiciliar para acamado
Não existe um número que sirva para todo acamado. A frequência depende do estado atual do idoso: se ele acabou de chegar do hospital, se está com secreção no pulmão, se já tem ferida na pele, se há alguém em casa para repetir os exercícios entre uma visita e outra. Por isso ela é definida na primeira avaliação, e muda à medida que o quadro muda.
O que a família costuma notar é que o número de visitas pesa menos do que o que acontece entre elas. Mudar de posição, sentar na poltrona e fazer os exercícios passados na sessão são tarefas de todo dia, e quem cuida faz a maior parte delas.
O que a família e o cuidador aprendem
Quem cuida de um acamado vira, sem ter escolhido, o principal responsável pelo que acontece com o corpo dele. Em casa, a orientação é feita com a cama, o lençol e a poltrona reais, e não num folheto:
- como virar a pessoa na cama usando o lençol, sem puxar pelo braço;
- como passar da cama para a poltrona sem forçar a própria coluna;
- em que posição deixar o calcanhar, o joelho e a cabeça, e com que apoio;
- quais exercícios repetir nos dias sem sessão, e quantas vezes;
- como perceber cedo uma pele avermelhada que não clareia, uma tosse diferente ou uma perna inchada de um lado só.
Esse trabalho tem página própria, o treinamento de cuidadores, e entra no plano de todo acamado. Cuidar cansa, e o cansaço de quem cuida também é assunto do atendimento: está em sobrecarga do cuidador de idosos.
Escara, pneumonia e articulação travada: o que se previne
Uma parte grande do trabalho com o acamado é evitar que surjam três complicações, porque tratar custa muito mais do que prevenir.
A primeira é a lesão por pressão, que a família conhece como escara. Ela nasce onde o osso aperta a pele contra o colchão por tempo demais, e começa como uma mancha vermelha que não some quando se aperta. Mudar de posição, aliviar o calcanhar e sentar fora da cama são a prevenção.
A segunda é a pneumonia, porque o pulmão de quem vive deitado ventila menos e acumula secreção. Sentar, respirar fundo e tossir com técnica protegem o pulmão.
A terceira é a contratura, em que a articulação trava dobrada e não estica mais. Joelho e quadril dobrados no colchão por semanas tornam o ficar em pé impossível, mesmo que a força volte. Para evitar, só a mobilização diária e a posição certa na cama.
A perda de força também entra na conta. Dez dias de cama tiram cerca de treze por cento da força da coxa de um idoso saudável, e quem já estava fraco ou doente perde mais.1 Por isso cada dia parado pesa, e começar cedo encurta o caminho de volta.
O idoso acamado ainda pode voltar a andar?
Às vezes sim. Quem ficou de cama por causa de uma internação, de uma fratura ou de um período de fraqueza costuma ter caminho de volta, e a chance cresce quanto antes o atendimento começa. Quem está acamado por uma doença que avança, como a demência em fase final, costuma ter outro objetivo.
Esse objetivo é decidido na avaliação e dito com clareza à família. Para um paciente, é voltar a andar dentro de casa. Para outro, é passar o dia sentado na poltrona e participar da vida da casa. Para outro ainda, é estar confortável, respirar bem, não ter dor para trocar de posição e não abrir ferida na pele. Os três são trabalho de fisioterapia, e o terceiro não vale menos do que o primeiro.
Os sinais que pedem médico, e não fisioterapia
Alguns sinais não esperam a próxima sessão: febre, falta de ar que apareceu agora, confusão mental que surgiu de um dia para o outro, uma perna inchada, quente e dolorida de um lado só, ferida na pele com cheiro ou secreção, engasgo frequente na hora de comer e queda da cama. Diante de qualquer um deles, a família deve procurar a equipe médica.
Quando esses sinais aparecem durante a sessão, a família é avisada na hora. A fisioterapia caminha junto com o acompanhamento médico e não o substitui.
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Perguntas frequentes
Como fazer fisioterapia no idoso acamado?
Qual é o protocolo da fisioterapia domiciliar para acamado?
Com que frequência o fisioterapeuta atende o acamado?
Quanto custa a fisioterapia domiciliar para acamado?
O plano de saúde cobre a fisioterapia domiciliar do acamado?
Quem tem direito a fisioterapia domiciliar pelo SUS?
Precisa de pedido médico para começar?
O idoso acamado ainda pode voltar a andar?
Atende idoso acamado com demência avançada?
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Cada semana deitado pesa no caminho de volta. A primeira visita define o objetivo e o ritmo.