Gestão do Cuidado Domiciliar
Treinamento de cuidadores: transferir e posicionar o idoso em casa
A ReabilitaCare faz treinamento de cuidadores dentro da casa do idoso, em Belo Horizonte e Nova Lima: tirar da cama, levar até a cadeira, virar no leito e levantar quem caiu, ensinado na cama e na cadeira que a família tem.
Rubens Alves de Lima, CREFITO 4/277587-F | Residência em Saúde do Idoso no HC-UFMG | Mais de 3.500 atendimentos em casa desde 2022
Falar no WhatsAppO treinamento de cuidadores ensina, dentro da casa, os gestos que se repetem todo dia: tirar o idoso da cama, levar até a cadeira, virar no leito, acompanhar até o banheiro. São gestos simples de descrever e fáceis de fazer errado. De um jeito, protegem os dois. De outro, machucam o ombro de quem é movido e a lombar de quem move. Na ReabilitaCare, o treino acontece com o móvel que a família tem, na altura de cama que ela tem, e não com o equipamento da clínica.
Quem ensina é Rubens Alves de Lima, fisioterapeuta com residência multiprofissional em Saúde do Idoso no Hospital das Clínicas da UFMG e registro na consulta pública do CREFITO-4. Cada sessão sai com nota fiscal da Rubens Alves Fisioterapia Geriátrica, CNPJ 50.103.391/0001-48, e a opinião das famílias está no Doctoralia e no perfil no Google. Para marcar o treino, chame no WhatsApp (31) 98291-3628 e diga quem vai cuidar no dia a dia.
O treinamento acontece dentro das sessões de fisioterapia do idoso, e não como curso à parte. Participa quem cuida no dia a dia: alguém da família, o cuidador contratado ou o técnico de enfermagem que faz os plantões. Cada gesto é praticado com as mãos de quem vai repeti-lo, e ao fim a orientação fica por escrito, para quem chega no turno seguinte fazer do mesmo jeito. Para combinar, fale pelo WhatsApp.
Como transferir o idoso da cama para a cadeira
A transferência de pivô é a que resolve a maior parte dos casos em casa. Ela serve para quem consegue ficar de pé por alguns segundos, com apoio, e aguenta algum peso nas pernas. Quem não consegue nada disso precisa de outro caminho, descrito adiante, em quando a transferência precisa de duas pessoas.
- Aproxime a cadeira do lado mais forte. Ela fica encostada na cama, num ângulo de cerca de 45 graus, do lado do corpo que responde melhor. Se for cadeira de rodas, trave os dois freios e retire ou gire os apoios de pé.
- Vire o idoso de lado, na direção da borda. Peça que dobre os joelhos e olhe para onde vai virar. Uma das suas mãos vai no ombro, a outra no quadril, e o giro sai do tronco inteiro, não do braço.
- Sente na beira da cama. Com ele de lado, deslize as pernas para fora enquanto levanta o tronco pelo ombro de baixo. As pernas que descem fazem o tronco subir, e isso poupa a sua força.
- Espere um minuto sentado, com os pés no chão. Nesse minuto aparece a tontura de quem toma remédio de pressão, diurético ou calmante. Sentado, ela passa. De pé, ela vira queda.
- Recue os pés dele para trás da linha dos joelhos. Com o pé à frente do joelho, ninguém levanta, nem o idoso nem você.
- Abrace o tronco. Suas mãos passam por baixo das axilas e se fecham nas escápulas, ou seguram o cinto de transferência. As mãos dele vão no seu ombro, nunca no seu pescoço.
- Trave o joelho. Seu joelho fica à frente do joelho dele e seus pés por fora dos pés dele. Esse bloqueio segura a perna que costuma ceder no meio do movimento.
- Levante combinando a contagem. "Um, dois, três, levanta" avisa o corpo dele e sincroniza o esforço. Você sobe dobrando os próprios joelhos, com a coluna reta e o peso nos calcanhares.
- Gire dando passos curtos. Os pés mudam de lugar e o tronco acompanha inteiro, sem torcer.
- Sente devagar. Peça que ele procure o braço da cadeira com a mão. Solte apenas quando as costas encostarem no encosto.
Cinco erros na hora de levantar o idoso
Quase todo acidente de transferência em casa repete um destes cinco. Nenhum deles é falta de força, e por isso nenhum se resolve com mais força.
- Puxar pelo braço, pela axila ou pela roupa. O ombro do idoso é uma articulação de encaixe raso, sustentada por tendões finos que envelhecem antes do resto. Puxado, ele responde com dor que dura semanas e, às vezes, com luxação.
- Deixar a cadeira solta ou longe. Cadeira sem freio anda no momento em que recebe o peso. De todos os riscos desta página, esse é o mais fácil de eliminar, e mesmo assim é o que mais se repete.
- Levantar de coluna curvada e joelho esticado. Nessa posição, o peso todo passa pela região lombar. Com joelho dobrado e coluna reta, ele passa pelas pernas, que foram feitas para isso.
- Torcer o tronco em vez de dar passos. Peso nos braços somado a giro de tronco é a combinação que machuca disco lombar. Mover os pés custa dois segundos a mais.
- Insistir sozinho. O cuidador que já sentiu a perna do idoso ceder uma vez costuma continuar tentando sozinho, e a segunda vez é a que machuca.
Quando a transferência precisa de duas pessoas
Não existe número de quilos que decida isso sozinho. O que decide é o quanto o idoso participa do movimento. Chame a segunda pessoa, ou peça equipamento, quando qualquer um destes sinais aparecer:
- a perna cede ou dobra assim que recebe o peso do corpo;
- ele não consegue ficar de pé por cinco segundos, mesmo com apoio;
- não entende ou não consegue seguir a combinação da contagem, o que é comum em fase mais avançada de demência;
- há agitação, resistência ou movimento imprevisível no meio da transferência;
- existe fratura recente, cirurgia recente ou dor no ombro que impede a pega;
- a diferença de tamanho entre vocês é grande;
- você sente dor na lombar depois das transferências do dia.
Como levantar o idoso que caiu no chão
A reação de quase toda família é correr para erguer o idoso do chão. Levantar depressa é justamente o que não se faz. Antes de mover, olhe e pergunte.
Não mova o idoso e chame o SAMU no 192 se houver dor forte no quadril, na coxa ou nas costas, se uma perna parecer mais curta ou virada para fora, se ele bateu a cabeça, se está confuso de um jeito que não é o habitual, se desmaiou ou se usa anticoagulante. Nesses casos, cobrir com um cobertor e ficar ao lado protege mais do que qualquer tentativa de levantar.
Se ele está bem, orientado e sem dor, o caminho de volta é por partes, e quem faz força é ele:
- Deixe-o descansar deitado alguns minutos, até o susto passar.
- Peça que role de lado, dobre os joelhos e apoie a mão no chão para chegar de quatro.
- Traga uma cadeira firme e encoste-a na frente dele, contra a parede ou um móvel pesado.
- Ele apoia as duas mãos no assento e sobe um joelho de cada vez, até ficar com um pé no chão.
- Empurrando o assento com as mãos, ele gira e senta. Você estabiliza a cadeira e acompanha, sem puxar.
Toda queda merece ser contada ao médico, mesmo a que não deixou marca.2,3 Queda que se repete é sinal clínico, e a investigação começa na avaliação do risco de queda.
Como virar o idoso acamado na cama
Quem passa a maior parte do dia deitado precisa mudar de posição com hora marcada, e essa mudança de decúbito é tratamento, não conforto. A pele que fica sobre osso saliente perde circulação quando passa muito tempo comprimida, e a ferida que nasce ali leva meses para fechar.1 Os pontos de sempre são o fim da coluna, o calcanhar, a lateral do quadril e o cotovelo.
- Vire a cada duas horas, alternando lado direito, costas e lado esquerdo. Um quadro de horários colado no armário resolve mais do que a memória de quem cuida.
- Deite de lado inclinado, não sobre o osso do quadril. Um travesseiro nas costas deixa o corpo meio inclinado, e o peso sai do osso da lateral do quadril.
- Ponha um travesseiro entre os joelhos e os tornozelos, para que um osso não pressione o outro.
- Deixe os calcanhares no ar. Um travesseiro sob as panturrilhas, com o pé livre na ponta, tira a pressão do ponto que mais abre ferida em casa.
- Mantenha a cabeceira baixa quando não for necessário elevar. Acima de 30 graus, o corpo escorrega e a pele do fim da coluna é arrastada contra o lençol.
- Olhe a pele em cada troca. Vermelhidão que não some depois de meia hora sem pressão já é o começo de uma escara, e precisa ser avisada ao médico ou ao enfermeiro antes de a pele abrir.
O mesmo cuidado sustenta a mobilidade das articulações. Manter cotovelo, joelho e tornozelo em posição neutra, e movimentá-los todos os dias, evita o encurtamento que fecha a articulação e que aparece descrito na síndrome do imobilismo.
Cinto, prancha ou guincho: qual equipamento usar
Equipamento não substitui técnica, mas muda o que é possível fazer com segurança. Estes quatro itens cobrem quase todas as casas.
Cinto de transferência
Uma faixa firme presa na cintura, com alças. Dá onde segurar sem apertar a axila, e atende quem ainda fica de pé por alguns segundos. Custa pouco e é o primeiro item a comprar.
Prancha de transferência
Uma tábua lisa que faz ponte entre a cama e a cadeira. Resolve o caso de quem senta sozinho mas não fica de pé: o corpo desliza sentado, em pequenos avanços, sem precisar levantar.
Lençol de transferência
Um lençol dobrado sob o corpo, do ombro à coxa, que duas pessoas usam para subir ou virar o idoso na cama sem arrastar a pele. Para quem reposiciona muitas vezes ao dia, é o que mais poupa a lombar.
Guincho de transferência
Um elevador mecânico com cinta. Resolve o caso de quem não sustenta nada do próprio peso. Exige espaço, treino e, em geral, duas pessoas na primeira semana de uso.
Como não machucar a própria coluna
Dor lombar e dor no ombro são as queixas mais comuns de quem cuida em casa sem nunca ter recebido orientação. O treino protege quem cuida com a mesma atenção que protege quem é cuidado, porque cuidador afastado interrompe o cuidado inteiro.
- Suba a cama até a altura do seu quadril antes de qualquer manobra, se ela for regulável. Trabalhar curvado é o que cansa, não o peso.
- Afaste os pés na largura dos ombros, um à frente do outro, para ter base nas duas direções.
- Mantenha o corpo dele perto do seu. Peso longe do tronco multiplica a carga na lombar.
- Empurre e deslize em vez de erguer. Tudo o que puder ser feito rolando ou escorregando sai do braço e vai para o chão.
Sinais de alerta durante e depois da transferência
Interrompa o movimento, sente o idoso e procure orientação médica quando aparecer:
- tontura, vista escura ou palidez ao ficar de pé;
- dor no peito, falta de ar que não passa em poucos minutos ou batimento irregular;
- dor nova em quadril, joelho, ombro ou costas depois da manobra;
- a perna que cede sempre do mesmo lado, o que pode indicar perda de força localizada;
- confusão, fala arrastada ou assimetria no rosto, que pedem o 192 imediatamente;
- marca roxa ou pele descolada no braço ou na axila, sinal de que a pega está errada.
O que mudar na casa para evitar quedas
Detalhes que passam despercebidos no dia a dia são fonte de risco. Antes de qualquer adaptação, a casa é percorrida com a família e são levantados os fatores de risco para queda daquele domicílio, para separar o que precisa de obra do que precisa apenas de mudança de lugar.
Iluminação
Pontos de luz no corredor e no caminho noturno até o banheiro, com interruptor alcançável da cama. O trajeto da madrugada é o que mais produz queda.3
Pisos e tapetes
Tapete solto, fio atravessado e piso molhado saem do fluxo da casa. O caminho entre cama, banheiro e sala precisa estar livre de ponta a ponta.
Banheiro seguro
Barra de apoio ao lado do vaso e dentro do box, assento elevado quando a altura do vaso obriga a agachar demais, e cadeira de banho quando ficar de pé no chuveiro já não é seguro.
A revisão completa do ambiente, cômodo por cômodo, está na página de adaptação do ambiente domiciliar.
Treinamento de cuidadores em BH: como funciona
O treino não é uma aula avulsa. Ele acontece dentro das sessões de fisioterapia domiciliar, com a presença de quem de fato cuida, e muda conforme o quadro muda. Na primeira visita, o fisioterapeuta observa uma transferência real, do jeito que ela vem sendo feita, e corrige o que estiver criando risco.
A partir daí, cada gesto é demonstrado, praticado com supervisão e repetido até sair natural. A família recebe também o que não é gesto: o que o idoso ainda consegue fazer sozinho, o que está fora do alcance por ora, e como oferecer o apoio certo. Por medo de queda, o cuidador costuma fazer o que o idoso ainda faria, e é assim que a dependência se instala.
Tudo o que foi ensinado sai também por escrito: a sequência de cada transferência, as posições no leito, os exercícios dos dias sem sessão e os sinais que pedem contato. Quando a casa tem mais de um cuidador, ou troca de plantão, a orientação escrita é o que mantém todos fazendo o gesto do mesmo jeito.
O atendimento é exclusivamente domiciliar, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, em bairros como Savassi, Lourdes, Funcionários, Belvedere, Sion e Mangabeiras, além de condomínios de Nova Lima. Ver todos os bairros atendidos.
O que protege os dois na hora de levantar
Três gestos que cabem em qualquer casa e mudam o risco da transferência que você repete todo dia.
Travar
Trave os dois freios da cadeira e encoste-a na cama, num ângulo de 45 graus, antes de tocar no idoso.
Esperar
Sente na beira da cama, com os pés no chão, e conte um minuto inteiro antes de levantar. A tontura aparece e passa aí.
Abraçar
Segure as escápulas por baixo das axilas ou use o cinto, nunca puxe pelo braço, e gire dando passos curtos.
Perguntas frequentes
Qual é a forma certa de tirar o idoso da cama para a cadeira?
Por que não se pode puxar o idoso pelos braços?
De quantas em quantas horas o acamado precisa ser virado?
Meu pai caiu e não consegue levantar. O que fazer?
Quando a transferência precisa de duas pessoas?
O treinamento de cuidadores é um curso?
O treinamento serve também para o cuidador contratado?
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Transferências seguras, posicionamento no leito e estímulo à autonomia, ensinados dentro da casa.