Rubens Alves de Lima, fisioterapeuta geriátrico

Atendimento a idosos na própria casa, na região Centro-Sul de Belo Horizonte e em Nova Lima. CREFITO 4/277587-F.

Atualizado em 1º de agosto de 2026. Página mantida por Rubens Alves de Lima, fisioterapeuta, CREFITO 4/277587-F.

Formação e onde ela foi feita

Sou fisioterapeuta formado na UFMG, com residência multiprofissional em Saúde do Idoso pelo Hospital das Clínicas da UFMG. A residência é o ponto que mais muda a forma de trabalhar: são dois anos avaliando idosos internados e ambulatoriais dentro de uma equipe de geriatria, discutindo caso com médico, enfermeiro, nutricionista e terapeuta ocupacional. Meu registro é o CREFITO 4/277587-F. Antes de contratar qualquer fisioterapeuta, vale conferir se o registro está ativo: o meu pode ser verificado na consulta pública do CREFITO-4, buscando pelo nome ou pelo número de inscrição.

O trabalho segue a linha de Edgar Nunes de Moraes, referência brasileira em avaliação multidimensional do idoso frágil. Na prática isso quer dizer que a primeira visita não começa pelo exercício: começa medindo função, cognição, humor, os remédios em uso e a casa onde a pessoa vive. Uma perda de força pode ser sarcopenia, mas também pode ser um remédio novo, uma depressão não tratada ou um degrau que ninguém consertou.

Por que o atendimento é apenas em casa

Não mantenho consultório, e isso é uma escolha clínica. O treino de escada tem mais valor na escada de verdade. O risco de queda se avalia no banheiro que a pessoa usa todo dia, com o tapete que está lá, a altura do vaso que ela tem e o corrimão que falta. Levar o idoso a uma sala de exercícios mostra o que ele faz num ambiente neutro. Ir até a casa mostra o que ele faz na vida dele.

Há também uma razão prática. Boa parte dos idosos atendidos tem dificuldade de sair. Deslocar alguém com dor, com medo de cair ou com demência até uma clínica consome justamente a energia que deveria ir para a sessão. A visão geral do serviço está na página de fisioterapia geriátrica domiciliar em BH.

Como é a primeira visita

A primeira visita leva cerca de uma hora e meia. Começa por uma conversa com o idoso e, quando existe, com quem cuida dele: o que mudou nos últimos meses, o que ele deixou de fazer, quantas vezes caiu, quais remédios toma e quem prescreveu cada um.

Depois a casa é percorrida cômodo a cômodo, incluindo o caminho que a pessoa faz de madrugada até o banheiro, que é onde boa parte das quedas acontece. O detalhe de como é conduzida a avaliação está em página própria.

No fim da visita são fechados dois ou três objetivos funcionais concretos, do tipo voltar a subir os degraus da entrada sem apoio ou levantar do sofá sozinho, com a estimativa de quantas sessões cada um costuma exigir. Objetivo vago não serve para medir nada depois. O valor da sessão e a emissão de nota fiscal estão em quanto custa a fisioterapia domiciliar.

O que se mede, e por quê

Objetivo funcional só tem valor se houver uma medida que possa ser repetida. São quatro instrumentos que cabem dentro de casa e que se repetem ao longo do acompanhamento:

TUG, de Timed Up and Go. Cronometra o tempo que a pessoa leva para levantar de uma cadeira, andar três metros, virar, voltar e sentar. Resume mobilidade e equilíbrio em um número só.

SPPB, de Short Physical Performance Battery. Reúne três provas, equilíbrio em pé, velocidade de marcha e sentar e levantar cinco vezes, numa pontuação de 0 a 12. É a que melhor acompanha quem já está frágil.

Velocidade de marcha. A pessoa caminha alguns metros no ritmo habitual e o tempo é cronometrado. É simples e sensível: costuma cair antes de a família perceber que o idoso ficou mais lento. Faz parte da avaliação da marcha.

Força de preensão com dinamômetro. Mede o aperto da mão, que funciona como marcador de força global e é um dos critérios usados para identificar sarcopenia.

Na reavaliação são aplicados exatamente os mesmos testes. Quando o número não melhora, isso aparece, e o plano muda. Para uma primeira noção do risco de queda antes mesmo da visita, há a calculadora de risco de queda.

Em que casos a fisioterapia atua

Fisioterapia geriátrica. Prevenção de quedas, treino de força e equilíbrio, sarcopenia e fragilidade.

Reabilitação neurofuncional. Sequelas de AVC, doença de Parkinson e demências.

Pós-operatório e ortopedia. Retomada da marcha após fratura de quadril ou de joelho, e artrose.

Idoso acamado ou pouco mobilizado. Síndrome do imobilismo, posicionamento no leito, transferências e orientação de quem cuida. Também são orientados a escolha e o ajuste de bengala, andador e cadeira de rodas.

Áreas de atendimento

O atendimento cobre a região Centro-Sul de Belo Horizonte e Nova Lima, em bairros como Belvedere, Mangabeiras, Lourdes, Santo Agostinho, Funcionários, Buritis e Gutierrez. A lista completa está em áreas de atendimento.

Fora dessas áreas não há atendimento. Vale dizer isso de saída, porque o deslocamento longo encurta a sessão e atrapalha a regularidade, que é o que faz diferença no resultado.

Como a família acompanha o que foi feito

Cada sessão é registrada em prontuário eletrônico. O idoso, o responsável e os familiares autorizados entram no portal do paciente e veem a evolução de cada atendimento, os sinais vitais registrados, os testes aplicados e os relatórios emitidos.

Isso existe por um motivo específico: quem contrata quase sempre é o filho ou a filha, que muitas vezes mora longe e não está presente na sessão. Sem registro, a única informação que chega é a impressão de quem estava em casa naquele dia.

O que não é feito

A fisioterapia não substitui o médico que acompanha o idoso, não ajusta medicação e não emite diagnóstico médico. Quando a avaliação sugere algo fora da área da fisioterapia, como suspeita de delirium, efeito de polifarmácia ou uma lesão que precisa de investigação, o achado é escrito no relatório e encaminhado.

Também não há promessa de resultado. O código de ética da profissão proíbe, e com razão: a resposta ao tratamento depende do quadro, da idade, das doenças associadas e da regularidade das sessões. O que se garante é o método, a medida e o registro do que foi feito.

Conteúdo informativo. Não substitui a avaliação individual do idoso, presencial, nem a conduta do médico que o acompanha.

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