Educação em Saúde Gerontológica

Parkinson

Compreenda as bases da doença e a importância da reabilitação neurofuncional precoce.

O mecanismo da doença

A Doença de Parkinson é uma condição neurodegenerativa que atinge principalmente os neurônios produtores de dopamina em uma região chamada substância negra. Sem esse mensageiro químico, os circuitos do movimento perdem a fluidez.

A "fábrica" de dopamina. Pense no cérebro como uma central de comando do movimento. No Parkinson, essa central perde sua fonte de energia. A fisioterapia não trata apenas o sintoma: estimula o cérebro a usar vias alternativas para a mesma função, o que a neurociência chama de neuroplasticidade 2.

Cerca de 9,4 milhões de pessoas convivem com Parkinson no mundo, com tendência de alta para 2040 2. A doença pode agir no organismo por cerca de 15 anos antes dos primeiros sintomas motores 1, e até 80% dos pacientes podem desenvolver algum grau de declínio cognitivo a longo prazo 3.

Demência da doença de parkinson (DDP)

Com o avanço da patologia, as alterações podem extrapolar os circuitos motores e atingir áreas corticais responsáveis pelo pensamento e memória, o que chamamos de Demência da Doença de Parkinson (DDP).

Parkinson vs. Parkinsonismo

Muitas famílias recebem o diagnóstico de "Parkinsonismo" e confundem com a doença idiopática. Entender a diferença muda o que se espera do tratamento:

Doença de Parkinson primária

Trata-se da forma idiopática e mais comum. Geralmente começa de forma assimétrica, em um lado do corpo, e apresenta uma resposta excelente ao tratamento medicamentoso inicial com Levodopa.

Parkinsonismo secundário

Os sintomas, lentidão e rigidez, têm causa externa: efeitos colaterais de medicamentos (neurolépticos), problemas vasculares cerebrais ou exposição a toxinas ambientais 4.

Parkinsonismo atípico (Parkinson-plus)

Doenças que imitam o Parkinson, mas evoluem mais rápido. Sinal de alerta: quedas frequentes logo no início e dificuldade precoce com o olhar ou o equilíbrio.

doença neurodegenerativa mais comum, atrás do Alzheimer
1%da população acima de 60 anos convive com Parkinson
Exercícioretarda a progressão motora e reduz o risco de quedas

Os sintomas além do motor

O tremor de repouso é o mais conhecido, mas o Parkinson afeta o corpo inteiro. Os sintomas não-motores costumam pesar mais no dia a dia do que os motores: a bradicinesia dá a sensação de movimento "preso"; os distúrbios do sono causam agitação noturna e sonolência de dia; as alterações cognitivas dificultam planejar tarefas; e a depressão e ansiedade aparecem em grande parte dos pacientes devido às alterações químicas cerebrais 3.

O papel do exercício especializado. O tratamento usa pistas sensoriais (estímulos visuais e auditivos) para ajudar o paciente a superar o congelamento da marcha (freezing) e recuperar a fluidez do passo 4.

No Parkinson, o movimento se reorganiza, passo após passo

Exercício de grande amplitude, ritmo e equilíbrio devolve fluidez à marcha e segurança aos gestos do dia a dia.

01

Amplitude

Treino de mobilidade combate a rigidez e o encurtamento muscular.

02

Ritmo

Música e contagem dão cadência aos passos e reduzem o congelamento.

03

Equilíbrio

Treino de equilíbrio e dupla-tarefa previne quedas dentro de casa.

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