Gerontologia Baseada em Evidências

Prevenção de Quedas

Como avaliar, tratar e reduzir o risco de queda no idoso em casa.

A queda é um dos chamados Gigantes da Geriatria: eventos que sinalizam declínio funcional, não acidentes isolados. Cada queda revela algo sobre o equilíbrio, a força ou a cognição do idoso. A OMS aponta quedas como a principal causa de hospitalização por trauma na terceira idade.

30% dos idosos acima de 65 anos caem ao menos uma vez por ano. Quem já caiu tem risco 50% maior de cair de novo, e 20% dessas quedas resultam em lesões graves, como fratura de fêmur 2.

30%dos idosos acima de 65 anos caem ao menos uma vez por ano
50%maior risco de nova queda em quem já caiu ao menos uma vez
20%das quedas resultam em lesões graves, como fratura de fêmur

A síndrome pós-queda e o medo de cair

Um dos maiores desafios clínicos é a ptofofobia: o medo persistente de cair. O ciclo é cruel: o idoso restringe a mobilidade para se proteger, perde força e equilíbrio por desuso, e passa a ter risco real maior de cair. Interromper esse ciclo é um dos objetivos centrais da reabilitação 1.

Avaliação padrão-ouro na ReabilitaCare

Três ferramentas orientam a avaliação inicial. O TUG (Timed Up and Go) mede equilíbrio dinâmico e agilidade: tempo acima de 12 segundos já indica risco aumentado. A Escala de Berg avalia o equilíbrio em 14 tarefas funcionais, e pontuação abaixo de 45 aponta alta propensão a quedas. Por fim, a velocidade da marcha, considerada o 6º sinal vital na geriatria, revela fragilidade física quando cai abaixo de 0,8 m/s.

O impacto da polifarmácia

Quem usa 5 medicamentos ou mais, o que a clínica chama de Polifarmácia, tem risco elevado de quedas. Benzodiazepínicos e anti-hipertensivos, em especial, podem causar tontura ou queda de pressão ao levantar, comprometendo o equilíbrio.

Pilares da intervenção domiciliar

Tratar queda com um único exercício não funciona. Programas multifatoriais têm resultado muito superior. O protocolo da ReabilitaCare trabalha em três frentes: Treino de Potência, com fortalecimento voltado à velocidade de contração para reações rápidas de proteção; Adaptação Ambiental, com revisão de tapetes, iluminação e obstáculos no domicílio; e Integração Sensorial, com exercícios proprioceptivos para melhorar a resposta a superfícies irregulares 3.

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Uma avaliação especializada identifica o risco antes da queda acontecer. Mobilidade segura é autonomia preservada.

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