Acompanhamento na internação

Fisioterapia hospitalar particular para o idoso internado

A ReabilitaCare leva fisioterapia particular ao quarto do idoso internado em hospitais da região Centro-Sul de Belo Horizonte, para manter força e marcha durante a internação e preparar a volta para casa.

Rubens Alves de Lima, CREFITO 4/277587-F | Residência em Saúde do Idoso no HC-UFMG | Mais de 3.500 atendimentos desde 2022

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Por que o idoso perde força durante a internação

A pergunta costuma aparecer no terceiro ou quarto dia, no corredor: por que ele piorou justamente aqui dentro, com médico por perto e remédio na hora certa. A doença que trouxe está sendo tratada, e mesmo assim ele está mais fraco do que quando chegou.

Isso tem nome e é comum. Cerca de um em cada três pacientes acima dos 70 anos sai do hospital fazendo menos coisas sozinho do que fazia antes de entrar, mesmo quando o motivo da internação é resolvido com sucesso.1 Não é descuido da equipe: é o efeito somado de três coisas que acontecem ao mesmo tempo.

  • O tempo na cama. Dez dias deitado tiram cerca de treze por cento da força da coxa de um idoso que estava saudável, e um pouco mais da força de subir escada.2 Quem entrou doente perde mais rápido do que isso.
  • A inflamação da doença aguda. Infecção, cirurgia e trauma fazem o corpo consumir o próprio músculo para se defender. É músculo que vai embora em dias e volta em meses.
  • Comer menos. Jejum para exame, dieta sem sal, náusea, boca seca, bandeja que chega e volta quase inteira. Sem proteína, o que o corpo gasta não é reposto.

Os três empurram na mesma direção, e nenhum deles aparece no exame de sangue. O que aparece é a cena do quinto dia, quando ele não senta mais sozinho na beira da cama. O caminho de volta está descrito na síndrome do imobilismo e na sarcopenia, e a boa notícia é que quase tudo aqui se combate dentro do quarto, enquanto a internação ainda dura.

O que a fisioterapia do hospital cobre, e o que fica de fora

Todo hospital de médio porte tem equipe de fisioterapia, e ela é boa naquilo para que foi desenhada. O serviço institucional atende o prédio inteiro e prioriza o que é urgente: o pulmão de quem está no CTI, o desmame do ventilador, o paciente que ficou instável hoje. Numa enfermaria, isso costuma significar uma passagem curta por leito, uma vez ao dia.

Quem está estável, respirando bem e apenas ficando fraco raramente é a prioridade da escala, e é justamente esse o perfil que mais perde função. O que normalmente fica de fora:

  • o volume que sustenta a força, que é sair da cama várias vezes ao dia, e não uma;
  • treino de marcha no corredor com progressão de apoio, para quem já está liberado a andar;
  • ganho de força com carga, que é o que recupera músculo perdido e não cabe em exercício de cama;
  • o tempo de ensinar o acompanhante a levantar, virar e sentar o paciente sem machucar ninguém;
  • o preparo da alta pensado na casa concreta, com a escada, o banheiro e a cama que existem lá.

A pergunta que separa as duas coisas cabe numa frase, e vale fazer à enfermagem: quantas vezes ele saiu da cama hoje, e quem o tirou. A resposta costuma esclarecer em trinta segundos se o caso pede alguém contratado só para essa parte.

Como funciona o atendimento no hospital

A família pode contratar um fisioterapeuta particular para acompanhar o paciente durante a internação em hospitais da região Centro-Sul de Belo Horizonte, pelo mesmo valor da sessão domiciliar. Antes da primeira sessão, a própria família pede a autorização junto ao hospital. O atendimento só acontece com essa liberação, que inclui a concordância do médico assistente, e conforme as normas da casa, em comunicação com a equipe responsável pelo leito.

A frequência não é fixa. Ela é combinada caso a caso, conforme o quadro, o que o médico liberou e o tempo previsto de internação, e muda se o paciente melhora ou piora.

O trabalho é complementar à equipe do hospital, nunca substituto. O foco está na mobilização liberada pelo médico, na preservação de força e condicionamento durante o período acamado e no preparo do paciente e da família para a alta.

O atendimento é conduzido por Rubens Alves de Lima, CREFITO 4/277587-F, com residência pelo Hospital das Clínicas da UFMG e experiência em reabilitação geriátrica e neurofuncional.

Ilustração isométrica de um quarto simples com cama, poltrona e janela
A sessão acontece no próprio quarto, no intervalo entre os cuidados da equipe.

O hospital deixa entrar fisioterapeuta particular?

Na maior parte dos hospitais de Belo Horizonte, sim, desde que o pedido siga o caminho certo. A autorização não é do setor de fisioterapia, é do médico assistente: ele registra no prontuário que concorda com o acompanhamento particular, e a partir daí a coordenação de enfermagem ou o serviço de atendimento ao cliente informa as regras da casa, que variam de um lugar para outro.

O que se pede costuma ser o mesmo conjunto: registro ativo no conselho, identificação apresentada na portaria, horário combinado fora dos procedimentos da equipe e, em alguns lugares, um termo assinado pela família assumindo a contratação. Em unidade de terapia intensiva a regra é mais restrita, e há hospital que só libera na enfermaria.

Pedir na véspera raramente funciona. O caminho que menos trava é conversar com o médico na visita da manhã, pedir o registro no prontuário no mesmo dia e, com isso em mãos, procurar a coordenação do andar para acertar o horário.

Se o familiar está internado e a autorização já foi pedida, fale pelo WhatsApp para combinar a primeira sessão, no (31) 98291-3628. O registro do fisioterapeuta está na consulta pública do CREFITO-4, cada sessão sai com nota fiscal da Rubens Alves Fisioterapia Geriátrica, CNPJ 50.103.391/0001-48, e a opinião das famílias está no Doctoralia e no perfil no Google.

O que a família pode fazer no quarto, todos os dias

Boa parte do que protege a força do idoso internado não exige formação nenhuma, exige presença e teimosia. Vale confirmar cada item com a enfermagem, porque a liberação muda conforme o caso, mas esta é a lista que faz diferença de verdade:

  • Comer sentado, fora da cama. Se ele está liberado a sair do leito, as refeições na poltrona já são três saídas por dia. Comer deitado ainda aumenta o risco de engasgo.
  • Ir ao banheiro em vez de usar a comadre, quando houver liberação e alguém junto. Cada ida é um treino curto de levantar e andar, e é o treino que ninguém precisa agendar.
  • Óculos e aparelho auditivo no rosto, não na gaveta. Quem não enxerga e não escuta fica desorientado, deixa de participar e passa a ser tratado como confuso.
  • Insistir na proteína da bandeja. A carne, o ovo e o feijão são a parte que sustenta o músculo, e são justamente os que sobram no prato. Vale avisar a equipe quando ele para de comer, em vez de esperar a pesagem acusar.
  • Sapato fechado no chão, sempre. Meia sozinha no piso do hospital escorrega mais do que qualquer fraqueza.
  • Cortina aberta de dia, luz baixa e silêncio à noite. Noite picada de barulho e luz acesa é uma das causas de confusão mental na internação.
  • Mover os pés e apertar as coxas na cama, algumas vezes ao dia, mesmo sem poder levantar. Não substitui ficar em pé, mas segura a circulação e a noção do movimento.
  • Levar a agenda de casa para o quarto, com relógio à vista, foto de família e a conversa sobre o dia da semana. Orientação no tempo é remédio barato.

Se a pessoa está acamada e não pode ser mobilizada, a prioridade passa a ser a pele e a posição: mudança de decúbito combinada com a equipe, calcanhar aliviado do colchão e atenção aos primeiros sinais de lesão por pressão.

Confusão mental durante a internação

Um idoso que chegou lúcido e passou a trocar dia por noite, puxar o soro, ver gente que não está ali ou ficar apático e calado não está enlouquecendo nem ficando demente da noite para o dia. Na maior parte das vezes é delirium, um quadro agudo, com causa, que costuma melhorar quando a causa é tratada.

Importa para a família por dois motivos práticos. O primeiro é que o delirium tem gatilho identificável: infecção, dor mal controlada, remédio novo, prisão de ventre, retenção de urina, sonda, noite mal dormida, desidratação. Avisar a equipe cedo muda o desfecho, e "ele não está ele mesmo desde ontem à tarde" é uma informação clínica, não impressão de leigo.

O segundo é que ele cobra caro em movimento. Quem está confuso é mais contido no leito, sai menos da cama e cai mais, e é a partir daí que a perda de função vira bola de neve. As mesmas medidas simples do quarto valem aqui: óculos, aparelho auditivo, luz, relógio, rosto conhecido por perto e sair da cama todo dia. A diferença entre esse quadro e a demência instalada está explicada em delirium e demência.

O que perguntar à equipe todos os dias

A visita rende mais com quatro perguntas fixas do que com uma conversa longa. Elas cabem no tempo que a equipe tem e revelam, dia após dia, se o quadro está andando para a frente:

  1. Ele já saiu da cama hoje? Quantas vezes, e quem o tirou?
  2. Ele está liberado a ficar em pé, a andar e a apoiar o peso nas duas pernas?
  3. A fisioterapia passou hoje? O que foi feito e o que ele conseguiu fazer?
  4. Ele está comendo o que vem na bandeja? Houve engasgo, tosse ou voz molhada depois de beber água?

Tosse e voz alterada durante a refeição não são manias de velho: são sinais de dificuldade para engolir, e pedem avaliação da fonoaudiologia antes que virem pneumonia. Vale anotar as respostas no mesmo caderno, sempre, porque a comparação entre segunda e quinta-feira é o que mostra a direção.

Da internação para casa

Preparo da alta

Antes da saída do hospital, o fisioterapeuta avalia o que o paciente conseguirá fazer em casa e orienta a família sobre adaptações e cuidados.

Continuidade domiciliar

O mesmo profissional que acompanhou a internação segue o tratamento em casa, sem perda de informação entre as etapas. Conheça a fisioterapia pós-alta hospitalar.

Orientação à família

Os cuidadores recebem orientações práticas para os primeiros dias em casa, quando o risco de quedas e retrocessos é maior.

O trajeto da alta

Quando o plano não libera ambulância e o idoso volta de carro, ainda fraco para andar, o acompanhante para idosos em consultas e na alta faz as transferências do leito até a cama de casa.

Ilustração isométrica de idoso de costas sentado na beira da cama
O treino de sentar, levantar e andar começa antes da alta, não depois dela.

Do leito hospitalar ao seu lar

Acompanhamento em hospitais de Belo Horizonte e Nova Lima, com continuidade domiciliar na região Centro-Sul, em bairros como Savassi, Lourdes, Funcionários, Sion e Mangabeiras, e na Vila da Serra. Ver a região atendida.

Perguntas frequentes

Preciso de autorização para o atendimento no hospital?
Sim. O atendimento particular durante a internação depende da liberação do médico assistente e das normas do hospital. A família faz a solicitação e o fisioterapeuta se apresenta à equipe.
O atendimento substitui a fisioterapia do hospital?
Não. O trabalho é complementar à equipe assistente, com foco na mobilização liberada pelo médico e no preparo da alta.
Como contratar o atendimento no hospital?
O contato é direto pelo WhatsApp. A família solicita o atendimento particular, e o fisioterapeuta se apresenta à equipe assistente após a liberação do médico.
O hospital pode recusar a entrada de um fisioterapeuta particular?
Pode, e cada instituição tem sua norma. A recusa completa é rara; o mais comum é o hospital pedir registro profissional, apresentação à equipe do andar e horário combinado fora dos cuidados de rotina. Quando há restrição, ela costuma valer para o CTI, não para a enfermaria.
Quantas vezes por dia o idoso internado deve sair da cama?
Não existe número único, e quem define é a equipe que acompanha o caso. O alvo prático, para quem está estável e liberado, é sair do leito nas três refeições e mais uma vez à tarde. Sair uma vez ao dia mantém o registro em dia, mas não segura a força.
Posso fazer exercícios com meu familiar internado por conta própria?
Movimentos simples de pé e tornozelo, sentar na beira da cama e caminhar com apoio costumam ser liberados, e ajudam. Pergunte antes à enfermagem, porque restrição de carga, cirurgia recente, sonda, dreno e pressão instável mudam o que pode ser feito. O que nunca deve ser improvisado é transferir sozinho quem não sustenta o próprio peso.
O plano de saúde cobre o fisioterapeuta particular no hospital?
O plano cobre a fisioterapia da equipe do hospital, que já entra na conta da internação. O acompanhamento particular é contratado pela família, com nota fiscal emitida para o pedido de reembolso, mas quem decide percentual, teto e documentação é a operadora. Consulte antes de contar com esse valor.

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A reabilitação começa no leito e segue em casa, com o mesmo fisioterapeuta e o mesmo plano.