
Bengala Simples
Apoio unipontual leve
Indicação: dor unilateral leve, como na artrose de joelho ou quadril, déficit leve de equilíbrio, fadiga em deslocamentos longos e idosos ativos que precisam de apoio pontual. Reduz cerca de 20-25% da carga sobre o membro afetado.
Técnica correta: empunhada na mão contrária ao membro doente: se a dor é no joelho direito, a bengala vai na mão esquerda. Avança em sincronia com o membro afetado, distribuindo o peso entre os dois.

Bengala Quadrípode
Base com 4 pontos de apoio
Indicação: sequelas de AVC com hemiparesia leve a moderada, déficit unilateral significativo, dor crônica que requer mais estabilidade ou quando a bengala simples não oferece segurança suficiente.
Técnica correta: a base ampla deve ficar totalmente apoiada no chão antes de avançar o passo. Útil para idosos que precisam soltar a bengala momentaneamente para abrir uma porta ou pegar um objeto, já que ela permanece em pé sozinha.

Muleta Canadense
Apoio de antebraço com braçadeira
Indicação: descarga parcial de peso por tempo prolongado (8-12 semanas pós-cirurgia ortopédica), pacientes neurológicos com membros superiores funcionais e situações em que a muleta axilar comprometeria a região da axila.
Vantagem biomecânica: a braçadeira fixa no antebraço transfere a carga para o cotovelo e mão, sem comprimir nervos da axila: permite abrir uma porta ou pegar objetos sem soltar a muleta.

Muleta Axilar
Apoio sob o braço, curto prazo
Indicação: descarga total ou parcial de peso na fase aguda, como fratura recente ou pós-operatório imediato, uso de 2 a 6 semanas. Permite que o membro afetado não toque o solo.
Cuidado crítico: o peso nunca deve ser apoiado na axila. A barra superior apenas "abraça" a lateral do tórax; toda a carga deve estar no cabo manual. Compressão prolongada da axila pode lesar o plexo braquial e causar paralisia temporária do braço.

Andador Fixo
Sem rodas, estrutura rígida
Indicação: fraqueza muscular bilateral significativa, instabilidade moderada a grave, parkinsonismo com congelamento da marcha, reaprendizado de marcha pós-AVC e idosos com alto risco de queda. Oferece a maior base de apoio entre os auxílios.
Técnica: marcha em 3 tempos: ergue o andador, avança, apoia o equipamento no chão, dá um passo, depois o outro. Útil para corrigir desvios laterais e dar confiança no início da reabilitação.

Andador (2 Rodas)
Rodas frontais + ponteiras traseiras
Indicação: idosos com força reduzida nos braços, que não conseguem erguer o andador fixo, marcha lenta com necessidade de continuidade, fadiga e fase de transição entre o andador fixo e a marcha independente.
Mecanismo de segurança: as rodas frontais permitem deslizar suavemente; as ponteiras traseiras criam atrito controlado quando há descarga de peso, funcionando como freio natural e evitando que o andador dispare.

Andador (4 Rodas)
Rollator com freios e assento integrado
Indicação: marcha funcional preservada com fadiga, idosos ativos que ainda saem de casa, deslocamentos longos e pacientes com doenças que exigem pausas, como DPOC, insuficiência cardíaca ou claudicação intermitente.
Recursos: assento integrado para descanso ao longo do caminho, freios manuais tipo bicicleta, cesta para compras e maior velocidade de marcha. Pode ser dobrado para transporte no carro.

Cadeira de Rodas
Mobilidade sem descarga de peso
Indicação: incapacidade de deambular, como paraplegia, sequela grave de AVC ou fratura extensa, longos deslocamentos onde a marcha causaria fadiga proibitiva e fase aguda de doenças neurológicas em recuperação.
Reflexão importante: usar cadeira de rodas não é "desistir" da marcha, e sim preservar energia para as atividades realmente importantes: o paciente deve manter trabalho fisioterapêutico de transferência, fortalecimento de tronco e membros inferiores para evitar contraturas e perda funcional adicional.
Atenção: ajuste correto faz toda a diferença
Um dispositivo mal regulado, com altura errada ou empunhadura inadequada, pode causar dor cervical, dor lombar, postura inadequada e até aumentar o risco de queda em vez de reduzi-lo. Em geral, a altura da empunhadura deve ficar na linha do trocânter, o osso do quadril, quando o paciente está em pé, com o cotovelo levemente flexionado entre 20° e 30°.