Serviço Depois da UTI | Belo Horizonte

Fisioterapia domiciliar depois da UTI em Belo Horizonte

A ReabilitaCare faz a fisioterapia domiciliar depois da UTI em Belo Horizonte e Nova Lima, e nos atendimentos em casa quem andava antes da internação e não tem doença neurológica costuma voltar a andar pela casa em 2 a 4 semanas. Veja o que é a síndrome pós-UTI, por que as pernas não sustentam, como fica o exercício com oxigênio e os sinais de alerta.

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Idoso com cateter de oxigênio levantando da poltrona da sala, empurrando os braços da poltrona, com o fisioterapeuta à frente pronto para ajudar e a filha ao fundo

Atualizado em 9 de outubro de 2026. Revisado por Rubens Alves de Lima, fisioterapeuta com residência em Saúde do Idoso no HC-UFMG, CREFITO 4/277587-F. Como este texto foi feito.

Para quem é a fisioterapia domiciliar depois da UTI

O atendimento é para quem passou dias na UTI, intubado ou não, e voltou para casa sem força para levantar da cama, com falta de ar no menor esforço, às vezes com oxigênio, e com a cabeça ainda confusa. As causas mais comuns da internação são pneumonia grave, infecção generalizada, cirurgia grande, insuficiência cardíaca descompensada e AVC.

Esta página trata do que é próprio de quem saiu da UTI: a fraqueza adquirida na UTI, a confusão que ficou depois do delirium e a retirada do oxigênio. A volta para casa depois de uma internação comum, na enfermaria, está em fisioterapia depois da alta hospitalar, e o idoso que já não sai da cama tem página própria, a de fisioterapia domiciliar para acamados.

Quem vai até a casa é Rubens Alves de Lima, fisioterapeuta formado pela UFMG, com residência multiprofissional em Saúde do Idoso no Hospital das Clínicas da UFMG e registro aberto na consulta pública do CREFITO-4. Cada sessão tem nota fiscal da Rubens Alves Fisioterapia Geriátrica, CNPJ 50.103.391/0001-48, e quem já foi atendido deixou a opinião no Doctoralia e no perfil no Google.

Como é a fisioterapia em casa depois da UTI

A primeira visita é a avaliação. O fisioterapeuta lê o resumo da alta, pergunta como a pessoa andava antes da internação, mede a oxigenação e a frequência do coração em repouso e no esforço, testa a força, a tosse e o equilíbrio, e vê a pessoa sair da cama, sentar, ficar em pé e andar o quanto conseguir. Olha também a cama, o banheiro, o caminho entre eles e onde fica o oxigênio.

As sessões seguem a ordem dos degraus: exercícios de respiração e tosse, força das pernas e dos braços, sentar e levantar, ficar em pé, andar com apoio e depois sem, escada quando houver. Cada sessão começa e termina com os números da oxigenação, e o plano sobe de nível quando o corpo responde. Quem cuida aprende junto a transferir, a reconhecer o cansaço que pede pausa e a repetir os exercícios nos dias sem sessão, como no treinamento de cuidadores.

Para combinar a primeira visita, fale pelo WhatsApp no (31) 98291-3628.

O que é a síndrome pós-UTI

Síndrome pós-UTI, ou síndrome pós-cuidados intensivos, é o nome dado aos problemas novos ou piores de corpo, memória e emoção que aparecem depois de uma internação em terapia intensiva e continuam depois da alta.1 Ela se divide em três partes:

  • Física: fraqueza, cansaço, falta de ar, dificuldade para andar e para engolir.
  • Cognitiva: esquecimento, raciocínio lento, dificuldade de prestar atenção.
  • Emocional: ansiedade, tristeza, sono ruim e lembranças da UTI que voltam sem querer.

Não é raro. Mais da metade de quem sai da UTI tem algum desses problemas no primeiro ano, e o mais comum é o físico. O risco é maior em quem é mais velho, já tinha demência ou precisou do respirador.2 A mesma síndrome pode atingir a família, que também sai da UTI cansada, assustada e sem dormir.

Fraqueza adquirida na UTI: por que as pernas não sustentam

Na UTI, o músculo e o nervo que o comanda adoecem junto com o resto do corpo. A infecção, a inflamação, alguns remédios, a sedação e os dias deitado sem se mexer fazem o músculo perder massa e força numa velocidade que surpreende a família. A fraqueza pega braços e pernas dos dois lados e atinge também os músculos da respiração.3

Por isso a pessoa que entrou na UTI andando sai dela sem conseguir ficar em pé, segurar o copo ou subir um degrau. A fraqueza adquirida na UTI aumenta o tempo de internação e o risco de precisar de cuidado prolongado, e é a parte da síndrome pós-UTI em que a fisioterapia mais trabalha.3

O idoso volta a andar depois da UTI?

"Vou voltar a andar?" é a pergunta que aparece em toda primeira visita depois da UTI, às vezes feita pelo paciente, às vezes pela filha no corredor, longe dele. A resposta honesta depende de como a pessoa andava antes da internação, de quanto tempo ficou na UTI e do que a levou até lá.

Quem andava sozinho antes costuma ter caminho de volta, e a chance cresce quanto antes o trabalho começa em casa. Nos atendimentos em BH e Nova Lima, quem andava antes da internação e não tem doença neurológica costuma voltar a andar pela casa em 2 a 4 semanas de fisioterapia. O caminho tem degraus, e a família acompanha cada um: sentar sem apoio na beira da cama, ficar em pé segurando no andador, dar os primeiros passos até o banheiro, andar pela casa, descer a escada do prédio. Quando a internação veio sobre uma doença que já tirava a marcha, o objetivo é combinado com a família na avaliação, sem prometer o que o corpo não vai cumprir.

Exercício com oxigênio em casa depois da UTI

Muita gente sai da UTI com oxigênio em casa, por cateter no nariz, e a dúvida da família é se pode fazer exercício assim. Pode, e quase sempre deve. A fisioterapia mede a oxigenação com o oxímetro de dedo antes, durante e depois de cada esforço, e o exercício é dosado para que ela não caia abaixo do limite combinado com o médico.

Idoso caminhando devagar pelo corredor de casa com cateter de oxigênio no nariz, enquanto o fisioterapeuta puxa o cilindro portátil e olha o oxímetro no dedo dele
O oxímetro de dedo acompanha a caminhada inteira. O exercício é dosado pela oxigenação, e não só pelo cansaço que a pessoa relata.

Quem decide reduzir ou tirar o oxigênio é o médico. O que a fisioterapia leva para essa decisão são os números de cada sessão: em repouso, andando, subindo o degrau. À medida que o pulmão e o músculo melhoram, a pessoa faz mais esforço com menos oxigênio, e esses registros mostram ao médico quando chegou a hora. O assunto se completa em fisioterapia respiratória no idoso.

Delirium e confusão depois da UTI

Na UTI, muitas pessoas idosas passam por um quadro de confusão aguda chamado delirium: trocam o dia pela noite, não reconhecem onde estão, veem coisas que não existem. Na maioria das vezes ele passa, mas parte das pessoas volta para casa ainda esquecida, lenta para pensar ou desatenta, e a família se pergunta se aquilo veio para ficar.

Em casa, a fisioterapia ajuda de dois jeitos. O primeiro é a rotina: luz do dia, horário de levantar, de comer e de dormir, e o corpo ativo durante o dia, o que melhora o sono da noite. O segundo é a adaptação dos exercícios a quem ainda não guarda bem uma instrução: comando curto, um passo de cada vez, sempre na mesma ordem. Confusão que piora ou aparece de novo é sinal para o médico, e não para esperar a próxima sessão.

Síndrome pós-UTI na família

Os dias de UTI cansam quem esperava no corredor tanto quanto quem estava no leito. Em casa, a família passa a cuidar de alguém mais frágil do que antes, sem saber o que pode e o que não pode, e com medo de que a internação se repita.

Parte do atendimento é dar à família esse mapa: o que é esperado, o que é sinal de alerta, quanto esforço é seguro e o que cada um pode fazer entre as sessões. O cansaço de quem cuida também entra na conversa, e o assunto está em sobrecarga do cuidador de idosos.

Sinais de alerta depois da UTI

Alguns sinais não esperam a próxima sessão: falta de ar que piora em repouso, oxigenação que não sobe com o oxigênio prescrito, febre, dor no peito, confusão que piora ou volta de repente, perna inchada, quente e dolorida de um lado só, engasgo frequente ao comer e queda. Diante de qualquer um deles, a família deve procurar a equipe médica ou o pronto-socorro.

Quando um desses sinais aparece durante a sessão, a família é avisada na hora. A fisioterapia caminha junto com o acompanhamento médico e não o substitui.

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Perguntas frequentes

O que é a síndrome pós-UTI?
É o conjunto de problemas novos ou piores de corpo, memória e emoção que aparecem depois de uma internação em terapia intensiva e continuam depois da alta: fraqueza, cansaço, falta de ar, esquecimento, ansiedade e sono ruim. Mais da metade de quem sai da UTI tem algum deles no primeiro ano.
O idoso volta a andar depois da UTI?
Quem andava sozinho antes da internação costuma ter caminho de volta, e a chance cresce quanto antes a fisioterapia começa em casa. O caminho vai por degraus: sentar, ficar em pé, andar até o banheiro, andar pela casa. Quando a internação veio sobre uma doença que já tirava a marcha, o objetivo é combinado na avaliação.
Quanto tempo dura a recuperação depois da UTI?
Varia muito com a idade, o tempo de internação e como a pessoa estava antes. Nos atendimentos em casa, quem andava antes e não tem doença neurológica costuma voltar a andar pela casa em 2 a 4 semanas, e a força continua voltando ao longo de meses. A frequência das visitas é combinada na avaliação e revista a cada etapa vencida.
Pode fazer fisioterapia usando oxigênio em casa?
Pode, e quase sempre deve. A oxigenação é medida no oxímetro de dedo antes, durante e depois de cada esforço, e o exercício é dosado para não cair abaixo do limite combinado com o médico. Esses registros ajudam o médico a decidir quando reduzir ou tirar o oxigênio.
Qual a diferença entre a fisioterapia depois da UTI e depois da alta hospitalar?
Depois da UTI, a fraqueza costuma ser maior e pega também a respiração, e entram o oxigênio e a confusão que ficou do delirium. A internação comum, na enfermaria, tem página própria: fisioterapia depois da alta hospitalar.
A confusão depois da UTI passa?
Na maioria das vezes, sim, aos poucos. Rotina de dia e de noite, luz natural e o corpo ativo durante o dia ajudam. Confusão que piora ou aparece de novo é sinal para procurar o médico.
Quanto custa a fisioterapia domiciliar depois da UTI?
O valor da sessão e a conta por mês, de acordo com o número de visitas, estão na página quanto custa a fisioterapia domiciliar. O atendimento é particular e sai com nota fiscal para pedir reembolso ao plano.
Depois da UTI, o paciente vai para onde?
Em geral para a enfermaria, onde fica alguns dias antes da alta. Depois, a maioria volta para casa, e uma parte passa antes por um hospital de transição. A fisioterapia em casa pode começar logo na primeira semana depois da alta.
Precisa de pedido médico para começar?
Para começar, não: o fisioterapeuta tem autonomia para avaliar e tratar. Para pedir reembolso ao plano, a operadora costuma exigir o pedido médico, e o resumo da alta ajuda muito na primeira visita.

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