Inchaço nas pernas no idoso
A perna que incha no fim do dia e amanhece fina conta uma história. A perna que já acorda inchada conta outra. Separar as duas é o primeiro passo, e boa parte do que resolve cabe dentro de casa.
Atualizado em 23 de setembro de 2026. Conteúdo de Rubens Alves de Lima, fisioterapeuta, CREFITO 4/277587-F.
Por que a perna do idoso incha
O sangue desce até o pé sem esforço nenhum, empurrado pelo coração e puxado pela gravidade. A volta é que é trabalhosa. Para subir de novo, o sangue conta com duas ajudas: válvulas dentro da veia, que impedem o retorno, e a panturrilha, que a cada passo aperta as veias profundas como uma mão apertando uma esponja. Essa segunda ajuda tem nome próprio na fisioterapia, bomba da panturrilha, e é a peça que mais se perde com a idade.
Ela se perde de dois jeitos. A válvula vai ficando frouxa e deixa escapar sangue para trás, o que mantém a pressão alta dentro da veia da perna. E o tornozelo vai perdendo movimento: o pé que já não sobe e desce por inteiro faz a panturrilha apertar pouco, mesmo quando o idoso caminha. Com pressão alta dentro da veia e bomba fraca do lado de fora, a parte líquida do sangue atravessa a parede do vaso e se acumula no tecido. Esse líquido parado é o inchaço, que a medicina chama de edema.
Daí a cena típica: o tornozelo some ao longo da tarde, a meia deixa marca, o sapato aperta, e de manhã, depois de horas deitado, está tudo quase normal. Enquanto o corpo fica na horizontal, a gravidade para de trabalhar contra e o líquido volta para a circulação. Quando esse ciclo se repete por meses, a perna deixa de desinchar por completo à noite, e o inchaço passa a ser crônico.
O quadro é mais comum do que parece. Entre as pessoas internadas em enfermarias gerais, quase quatro em cada dez estão com a perna cronicamente inchada, e os fatores que mais aparecem ao lado disso são a idade avançada, a obesidade, a insuficiência cardíaca e o dia inteiro passado na cadeira 1. Esse último item é causa, e não apenas consequência. É também o único da lista que a rotina de casa muda sozinha.
Inchaço nas pernas em idosos: as causas mais comuns
Quase toda perna inchada depois dos 70 anos tem mais de uma causa somada, e é por isso que tratar só uma delas costuma decepcionar. As que mais aparecem, em ordem de frequência:
Insuficiência venosa crônica
A veia cansada, com válvula que não segura. Vem acompanhada de peso na perna ao fim do dia, coceira, veias salientes e, com o tempo, manchas acastanhadas na altura do tornozelo. Incha as duas pernas, quase sempre de forma desigual, e melhora com a perna para cima.
Imobilidade e a perna pendurada o dia todo
O idoso que passa o dia sentado com o pé no chão mantém a perna na posição em que a gravidade mais cobra e a bomba da panturrilha desligada. Em poucas semanas o tornozelo incha sem que exista doença nova nenhuma. Quem já está acamado ou muito parado tem o mesmo problema por outro caminho, descrito na página sobre síndrome do imobilismo.
Remédio
Causa comum e das mais esquecidas, tratada com detalhe adiante. Além dos remédios da pressão do grupo do anlodipino, incham o corticoide, o anti-inflamatório usado por muitos dias, alguns remédios para dor neuropática e para diabetes.
Insuficiência cardíaca
Aqui o inchaço sobe: começa no tornozelo, avança pela canela e pode chegar à coxa e à barriga. Costuma vir com falta de ar ao deitar, cansaço aos esforços pequenos e ganho rápido de peso, de dois ou três quilos em poucos dias. A perna inchada, sozinha, é um sinal fraco; ao lado dos outros, pesa muito mais 2. O quadro completo está em insuficiência cardíaca no idoso.
Rim, fígado e proteína baixa no sangue
Quando o rim perde proteína ou o fígado deixa de fabricá-la, o sangue perde a capacidade de segurar líquido dentro do vaso, e o inchaço aparece em vários lugares ao mesmo tempo: pernas, mãos, rosto ao acordar. Quem come pouco há meses entra por essa mesma porta, e aí o assunto passa a ser o do prato, tratado em nutrição e fragilidade no idoso.
Linfedema
O sistema linfático é a segunda via de drenagem da perna. Quando ele falha, o inchaço fica mais duro, não abre cova quando se aperta com o dedo, e chega até os dedos do pé, o que quase não acontece no inchaço venoso. Aparece depois de cirurgia com retirada de gânglios, depois de erisipela de repetição e em quem tem obesidade de longa data.
Existem ainda as causas agudas, que mudam completamente a conduta: trombose venosa profunda e erisipela. As duas costumam pegar uma perna só, e é sobre elas o próximo tópico.
Inchaço em uma perna só: quando é urgente
A pergunta que organiza tudo é simples: as duas pernas ou uma só? Inchaço nas duas, que vem devagar e piora ao fim do dia, é assunto de consulta marcada. Inchaço em uma perna, que apareceu de um dia para o outro, é assunto do mesmo dia.
Procure atendimento no mesmo dia se houver
- Uma perna inchada de repente, mais quente e mais dura que a outra, com dor na panturrilha ao pisar ou ao apertar.
- Vermelhidão que se espalha, pele quente e brilhante, febre ou calafrio, com ou sem ferida visível.
- Ferida aberta na perna que não fecha, com secreção ou cheiro.
- Inchaço novo nas duas pernas junto de ganho de dois ou três quilos em poucos dias.
Procure o pronto-socorro na hora se houver
- Falta de ar que apareceu junto do inchaço, dor no peito ou tosse com sangue.
- Confusão mental nova em quem já tinha a perna inchada e febre.
Nenhum exercício, meia ou elevação de perna entra em cena enquanto essas hipóteses não estiverem afastadas. Comprimir uma perna com trombose ou com erisipela não é inofensivo, e por isso a avaliação vem antes de tudo.
Pés inchados no idoso: o que pode ser
O pé é o ponto mais baixo do corpo e o primeiro lugar onde o líquido se acumula. Por isso o idoso com a perna inchada quase sempre percebe o problema pelo pé: o sapato que entrava de manhã aperta às quatro da tarde, a meia deixa um sulco acima do osso do tornozelo, e o contorno dos ossos no peito do pé desaparece.
A altura em que o inchaço para tem valor de pista. Quando ele fica no pé e no tornozelo e some depois de uma noite deitado, a explicação costuma ser a soma de veia cansada com o dia inteiro sentado e o pé pendurado. Quando sobe pela canela e alcança a coxa, a conversa passa a ser sobre coração, rim ou remédio, na ordem do tópico anterior. E quando o inchaço toma também os dedos, com a pele do segundo dedo dura de pinçar, o desenho é o do linfedema.
Os dois pés inchados de maneira parecida apontam para uma causa geral do corpo. Um pé só, inchado de repente, quente e avermelhado, pertence à lista de urgência acima e é assunto do mesmo dia.
Afastada a urgência, o que sobra é rotina de casa:
- Experimente e ajuste o calçado no fim da tarde, com o pé no maior volume do dia. Ele precisa ser fechado, largo na frente e sem costura em cima do peito do pé. O chinelo aberto escorrega, convida a batida e deixa a pele exposta.
- Seque entre os dedos depois do banho, hidrate o resto do pé, trate a frieira e mantenha a unha curta e cortada reta. A pele estirada pelo líquido racha com facilidade, e é por essa fresta que a erisipela entra.
- Bombeie o tornozelo a cada hora sentado, com o pé subindo e descendo 20 vezes. Esse é o gesto descrito adiante, e ele esvazia o pé mais do que qualquer pomada.
Uma última consequência costuma passar em branco. O pé inchado dentro de um sapato apertado muda o apoio, rouba sensibilidade da sola e altera o equilíbrio, assunto da página sobre saúde dos pés e quedas no idoso. Desinchar o pé, nesse caso, é também prevenir queda.
Remédio que incha as pernas
Afastado o quadro agudo, a investigação costuma começar pela caixa de remédios. Entre os que incham, os mais usados são os da pressão do grupo do anlodipino e do nifedipino, os chamados bloqueadores de canal de cálcio. O efeito é conhecido e tem tamanho: entre quem toma anlodipino, cerca de uma em cada seis pessoas apresenta inchaço de tornozelo, contra uma em cada dezesseis entre quem toma comprimido sem efeito nenhum. Quase o triplo do risco 3.
Dois detalhes mudam a conversa com o médico. O primeiro é a dose: com 2,5 ou 5 miligramas incha perto de uma pessoa em cada dez, e com 10 miligramas quase uma em cada cinco. O segundo é a companhia: dentro do grupo, o nifedipino é o que mais incha e o anlodipino combinado com um segundo remédio da pressão, do tipo que termina em pril ou em sartana, é a combinação que menos incha 4. Há margem de ajuste sem abrir mão do controle da pressão.
Um contrapeso honesto: nem toda perna inchada de quem toma anlodipino é culpa do anlodipino. Cerca de um terço desses casos aconteceria de qualquer jeito, por veia, coração ou imobilidade 3. Trocar o remédio e continuar sentado o dia inteiro costuma decepcionar.
Outros remédios que incham e aparecem na receita do idoso: corticoide em uso prolongado, anti-inflamatório para dor de coluna ou de joelho, pregabalina e gabapentina para dor neuropática, e alguns antidiabéticos. A regra prática é a mesma: leve a lista completa, com o que é comprado sem receita, e deixe a decisão com quem prescreve. Essa conversa é a mesma descrita em polifarmácia no idoso e vale também para quem trata hipertensão arterial.
Exercício para desinchar as pernas
Revista a receita, sobra a parte que depende da rotina, e ela começa no tornozelo. A bomba da panturrilha responde a treino: quando é exercitada, a quantidade de sangue que a perna expulsa a cada contração aumenta 5. Falta dizer o tamanho dessa certeza: o que existe sobre exercício na doença venosa ainda é pouco, e não permite afirmar que os sintomas melhorem na mesma proporção 6. O que se sabe é que a bomba melhora, o custo é zero e o risco, nenhum.
Na prática de casa a resposta é mais clara. Quem tem doença venosa e faz fortalecimento de panturrilha em casa junto da meia de compressão chega a três meses com a perna menos sintomática, mais força na panturrilha, mais movimento no tornozelo e melhor qualidade de vida do que quem usa só a meia 7. A meia sozinha já ajuda; a meia com exercício ajuda mais.
Bombeamento de tornozelo
Sentado ou deitado, com a perna estendida, puxe a ponta do pé em direção ao joelho e depois empurre para baixo, como quem pisa no acelerador. Vinte vezes com cada pé, a cada hora em que estiver parado. Esse é o exercício mais importante da lista, justamente por ser o que se repete mais vezes ao longo do dia.
Elevação de calcanhar
Em pé, com as mãos apoiadas na pia ou no encosto de uma cadeira firme, suba na ponta dos pés e desça devagar, contando até três na descida. De 10 a 15 repetições, duas ou três séries, duas vezes por dia. Se subir com os dois pés estiver fácil demais depois de algumas semanas, faça com um pé de cada vez, sempre com as mãos apoiadas.
Círculos e alfabeto com o pé
Com a perna apoiada, desenhe círculos com a ponta do pé, dez para cada lado, e depois escreva no ar as letras do próprio nome. Serve para recuperar o movimento do tornozelo em todas as direções, e não só para cima e para baixo.
Caminhar, e caminhar de novo
Cada passo aciona a bomba. Três caminhadas curtas de dez minutos rendem mais para a perna do que uma de trinta, porque interrompem mais vezes o tempo parado. Vale dentro de casa, com apoio, quando a rua não é opção. Quem já usa bengala ou andador continua com eles: o objetivo é a repetição do passo, não o equilíbrio no limite. Se a caminhada anda difícil ou insegura, o caminho passa antes por exercícios de equilíbrio.
Um contraponto que costuma surpreender a família: ficar em pé parado é pior que caminhar e pior que sentar. Fila de banco, missa em pé, conversa no portão. Nessas situações, transferir o peso de um pé para o outro ou subir e descer nas pontas dos pés já mantém a bomba trabalhando.
Meia de compressão: quando ajuda e como escolher
A meia elástica não é acessório: é o tratamento de base do inchaço venoso. Ela aperta mais no tornozelo e menos na panturrilha, e essa diferença de pressão ajuda o sangue a subir em vez de empoçar. Nas pernas que já tiveram úlcera, a compressão é o que mais reduz a chance de a ferida voltar, e a força importa: a meia média, de compressão 2, corta pela metade o risco de recaída quando comparada à meia leve, de compressão 1. Subir para a compressão 3 não acrescenta vantagem clara e dificulta bem mais a hora de vestir 8. Em ferida aberta, a compressão bem aplicada é também o que mais acelera o fechamento 9.
Como acertar na compra:
- Medida de manhã. Meça a circunferência do tornozelo e da panturrilha logo ao acordar, com a perna ainda desinchada. Medida tirada à tarde produz meia larga, que não comprime nada.
- Força indicada por quem examinou. A compressão 1 serve para peso e cansaço no fim do dia; a 2, para inchaço que persiste e para quem já teve úlcera. A escolha é clínica, não é do balcão.
- Circulação arterial checada antes. Quem tem artéria da perna comprometida não pode ser comprimido sem avaliação, e o exame que mede isso é simples. O mesmo cuidado vale para o pé sem sensibilidade da neuropatia periférica, que não avisa quando algo aperta demais.
- Vestir antes de levantar da cama. A meia entra com a perna ainda vazia. Depois de meia hora em pé, já não entra direito.
- Alguém para ajudar. Vestir meia de compressão exige força de mão que muitos idosos já não têm. Existe calçador próprio, e ensinar a manobra a quem cuida faz parte do tratamento.
Meia que machuca, marca fundo, enrola atrás do joelho ou faz o pé formigar está errada em tamanho ou em força. Meia enrolada vira garrote e é pior do que meia nenhuma.
Quanto tempo ficar com a perna elevada
Elevar funciona pelo motivo mais simples: com o pé mais alto que o quadril, a gravidade passa a jogar a favor da volta do sangue. O que costuma sair errado é a execução. A poltrona com apoio de pé deixa o joelho dobrado e o pé abaixo do quadril, o que ajuda pouco. O jeito que funciona é deitar na cama e colocar dois travesseiros embaixo da panturrilha, deixando o calcanhar solto no ar, de 20 a 30 minutos, três a quatro vezes por dia 10.
Três ressalvas que evitam problema. O calcanhar precisa ficar fora do apoio, porque é um dos pontos onde a lesão por pressão começa mais rápido. Quem tem insuficiência cardíaca ou sente falta de ar ao deitar combina antes com o médico, já que a perna elevada devolve líquido à circulação de uma vez. E dormir sentado na poltrona todas as noites, hábito comum de quem tem falta de ar, mantém as pernas para baixo por oito horas seguidas e é uma das causas silenciosas de inchaço crônico.
Diurético, chá e remédio para circulação funcionam?
Diurético é tratamento de inchaço cardíaco e renal, prescrito e ajustado pelo médico. No inchaço causado por remédio ele também não funciona, porque ali a origem é a dilatação do vaso, e não excesso de líquido. No inchaço de origem venosa, não corrige a causa e cobra um preço: desidratação, sódio baixo, queda de pressão ao levantar e o risco de queda que vem junto. Esse encadeamento está descrito em hipotensão ortostática no idoso, e é ele que transforma um problema de aparência em fratura de quadril.
Os comprimidos vendidos para circulação, à base de diosmina com hesperidina, castanha-da-índia ou dobesilato de cálcio, têm efeito pequeno e mensurável: reduzem um pouco o inchaço e diminuem a circunferência do tornozelo em menos de meio centímetro. Não mudam a qualidade de vida, não fecham ferida e aumentam a chance de desconforto de estômago 11. Podem entrar como coadjuvantes, quando o médico achar que vale, e não substituem meia, movimento nem investigação da causa. Chá de quebra-pedra, cavalinha e afins não têm nada que sustente o uso e podem interferir em remédio de pressão e de coração.
Perna inchada e erisipela: cuidados com a pele
A pele estirada pelo líquido fica fina, seca e racha com facilidade, e qualquer rachadura é porta de entrada para bactéria. Por isso a perna que vive inchada tem quase sete vezes mais risco de erisipela do que a perna seca. O risco cresce mais ainda quando já houve erisipela antes, quando existe ferida aberta ou úlcera na perna e quando há frieira entre os dedos, aquela descamação branca que quase ninguém trata 12.
O cuidado diário é curto e faz diferença: lavar com sabonete suave e secar bem entre os dedos, passar hidratante na perna toda todos os dias, tratar a frieira com o antifúngico que o médico indicar, manter as unhas curtas e cortadas retas, e não coçar. Pele já frágil pede o mesmo cuidado descrito em laceração de pele no idoso, e o pé merece a inspeção diária explicada em saúde dos pés e quedas.
Uma observação sobre o calçado: o sapato que serve de manhã aperta à tarde. Sapato apertado no pé inchado cria bolha e ferida em quem não sente dor, e chinelo solto aumenta o risco de tropeço, assunto tratado em quedas em idosos. O meio-termo é o calçado fechado, com fecho ajustável em velcro ou cadarço, que acompanha a variação do dia.
A perna desincha com rotina: por onde começar
Nada aqui depende de equipamento ou de dinheiro. Depende de repetição, e de saber o que medir para não ficar no achismo.
1. Meça a panturrilha e anote a data
Com fita métrica, sempre no mesmo ponto, sempre no mesmo horário, uma vez por semana. Marque com caneta a altura do ponto medido na primeira vez. Esse número responde se está melhorando; o espelho não responde.
2. Coloque o tornozelo para trabalhar de hora em hora
Vinte movimentos de pé para cima e para baixo a cada hora em que estiver sentado, mais a elevação de calcanhar duas vezes ao dia. Prenda o hábito a algo que já existe na rotina, como o intervalo comercial da novela ou o horário do remédio.
3. Deite com a perna para cima, três a quatro vezes ao dia
De 20 a 30 minutos, com dois travesseiros sob a panturrilha e o calcanhar solto. Depois do almoço é o horário que mais gente consegue cumprir.
4. Leve a lista de remédios à consulta
Todos, inclusive os comprados sem receita e os chás. Diga há quanto tempo a perna incha e se o inchaço começou depois de algum remédio novo. Essa informação sozinha resolve uma parte dos casos.
5. Cuide da pele todos os dias
Hidratante na perna inteira, secagem entre os dedos, unha curta, frieira tratada. Cinco minutos por dia que evitam semanas de antibiótico.
6. Saiba o que não é para esperar
Uma perna só inchada, dor na panturrilha, vermelhidão que se espalha, febre, falta de ar ou ganho rápido de peso não entram na rotina de casa. Isso é consulta no mesmo dia, e a lista está no início desta página.
A perna esvazia quando o tornozelo trabalha
O líquido desce até o pé sozinho e só sobe empurrado. Quem empurra é a panturrilha, a cada passo e a cada vez que o pé sobe e desce. Uma perna parada o dia inteiro incha mesmo sem doença nova. Já uma perna só, inchada de repente, é outra história e pede avaliação no mesmo dia.
Bombear
A cada hora sentado, estenda a perna, puxe a ponta do pé em direção ao joelho e depois empurre para baixo, 20 vezes com cada pé. Duas vezes ao dia, apoie as mãos na pia, suba na ponta dos pés e desça devagar, de 10 a 15 vezes.
Elevar
Deite na cama e ponha dois travesseiros embaixo da panturrilha, com o calcanhar solto no ar e o pé acima da linha do quadril. De 20 a 30 minutos, três a quatro vezes ao dia. A poltrona com apoio de pé não sobe o suficiente.
Medir
Com fita métrica, meça a panturrilha no mesmo ponto e no mesmo horário, uma vez por semana, e anote com a data. Marque a altura do ponto na primeira medida. Esse número diz se a rotina está funcionando, e o espelho não diz.